Saiba o que é mito e verdade entre os palpites que toda grávida escuta

Ao nascer um bebê, é bastante comum que os pais, principalmente os de primeira viagem, sejam inundados de palpites relacionados aos cuidados com a criança. Há alguns que podem ser levados em conta. Outros, no entanto, devem ser ignorados completamente, sem peso na consciência.



Distinguir os que fazem parte de um grupo ou de outro é a parte mais difícil dessa história. Para descomplicar, o UOL Gravidez e Filhosconversou com especialistas que ajudam a refletir e a chegar a uma conclusão objetiva sobre algumas questões comuns, que permeiam o dia a dia dos pais.

1. "É preciso colocar uma faixa sobre o umbigo do bebê para não saltar"

Mito: a prática, além de não diminuir o risco do desenvolvimento de hérnia umbilical (o popular umbigo saltado), ainda comprime o abdome do bebê, o que pode causar refluxo e aumentar a cólica. A faixa também pode impedir a higienização adequada dá área, o que eleva o risco de infecção.  "Até cair o umbigo, o único cuidado é limpar com água, sabonete e álcool 70º. Depois, só a água e o sabonete são suficientes para a assepsia local", diz o pediatra Clóvis Francisco Constantino, diretor da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

2. "Chá ajuda a aliviar a cólica do bebê"

Mito: crianças que estão na fase de aleitamento exclusivo não precisam ingerir nada além do leite materno, nem água nem chá. Ao permitir que o bebê entre em contato com outros sabores e com o bico da mamadeira, as mães aumentam o risco de a criança abandonar o seio. "Os chás só são efetivos se estiverem adoçados, pois é o doce que ajuda o bebê a liberar endorfinas, acalmando-o. Só que o recém-nascido não deve consumir açúcar comum, porque não tem enzimas suficientes para digeri-lo", afirma a médica Sandra Gianelo, especializada em pediatria e neonatologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e consultora internacional em lactação.

3. "Bebê que fica muito no colo está sendo mal acostumado"

Verdade: de acordo com o pediatra Clóvis Francisco Constantino, não se pode transformar o colo em berço. "É claro que o bebê, quando está com a mãe, sente-se mais confortável. Só que ele precisa se acostumar com a vida fora do útero. Por isso, a transição deve ser feita aos poucos", diz o médico. Por outro lado, é bem verdade que o carinho da mãe é fundamental para criar vínculos e ajudar no desenvolvimento da criança. Por isso mesmo, durante a amamentação, em alguns momentos de cuidado e enquanto a criança está brincando e interagindo com os pais, o colo está liberado.
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